Segurança

Polícia Civil apreende 7º drone usado para levar drogas e celulares ao Iapen e prende dois suspeitos em Macapá

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Aparelho era utilizado em esquema de envio de materiais ilícitos para dentro do presídio; investigação identificou detento apontado como proprietário dos equipamentos e entorpecentes.

A Polícia Civil do Amapá prendeu em flagrante uma mulher de 21 anos e um homem de 35 anos suspeitos de envolvimento em um esquema de tráfico de drogas e associação para o tráfico que utilizava drones para enviar materiais ilícitos ao Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). A ação ocorreu na terça-feira (27), em dois endereços distintos no bairro Novo Horizonte, em Macapá.

A operação foi realizada pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core). Segundo a Polícia Civil, esta foi a sétima vez que as investigações identificaram uma estrutura de envio de materiais proibidos para o interior do sistema prisional por meio de drones.

Além de drogas, o esquema envolvia o transporte de relógios digitais e aparelhos celulares, itens que seriam entregues nas imediações do Iapen para posterior ingresso na unidade prisional.

Investigação identificou divisão de tarefas

De acordo com as apurações, o homem de 35 anos era responsável por recolher os materiais ilícitos e transportá-los até uma residência utilizada para armazenamento, apontada pela investigação como a “toca” do grupo. No local, a mulher de 21 anos guardava os objetos até a chegada do piloto do drone, que faria a entrega nas proximidades do presídio.

A interceptação permitiu à Denarc apreender os materiais e identificar a logística utilizada na operação, além de apontar o proprietário dos entorpecentes, dos aparelhos celulares e do drone.

Conforme a Polícia Civil, o responsável seria um detento que já cumpre pena por tráfico de drogas no Iapen. Ele também poderá responder pelos novos fatos, que poderão ter consequências no cumprimento da pena.

Suspeitos tiveram prisão preventiva decretada

Após serem encaminhados à audiência de custódia, os dois suspeitos tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. No caso da mulher, mãe de uma criança de 11 meses, foi concedida prisão domiciliar, com monitoramento por tornozeleira eletrônica.

A Polícia Civil também informou que, na residência utilizada para armazenar os materiais ilícitos, as duas filhas da mulher, de 4 anos e 11 meses, tinham acesso aos entorpecentes e aos demais objetos que seriam enviados ao presídio.

As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema e esclarecer a participação de cada um na tentativa de introduzir materiais ilícitos no sistema penitenciário amapaense.

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Fonte: Assessoria de Comunicação da Polícia Civil do Amapá

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