Segurança

Polícia Científica do Amapá passa a integrar Banco Nacional de Perfis Balísticos

A Polícia Científica do Amapá agora faz parte, oficialmente, do Banco Nacional de Perfis Balísticos (BNPB), que permite solucionar crimes cometidos com uma mesma arma em diferentes estados do Brasil e até de outros países. A admissão é resultado de investimentos estratégicos, realizados em seis meses pelo Governo do Amapá, no aprimoramento tecnológico e qualificação dos agentes da segurança pública.

Desde o final do mês de maio, o setor de balística abastece a base de dados com informações sobre armas, projéteis e estojos periciados no Amapá. Esse trabalho só foi possível a partir da entrega de novos equipamentos, que fez saltar a capacidade de análise de um projétil por semana para 10 projéteis e 10 estojos de armas em apenas um dia.

Foto: Maksuel Martins/GEA

De acordo com o diretor da Polícia Científica, Marcos Ferreira, a análise balística é semelhante ao que já acontece com os perfis de DNA, que cruzam informações de vestígios biológicos e permitem que crimes cometidos por uma mesma pessoa em lugares diferentes sejam correlacionados, auxiliando as investigações dos agentes de segurança.

Foto: Maksuel Martins/GEA

“Assim como o DNA, toda arma é individualizada pelas marcas que deixa no projétil e na cápsula ao ser acionada. Essa nova metodologia de perícia faz uma espécie de leitura do “DNA” do projétil, possibilitando relacionar diferentes crimes, como roubos e homicídios, cometidos por um mesmo armamento, como revólveres, fuzis e pistolas”, explica Ferreira.

Foto: Maksuel Martins/GEA

A Polícia Científica conta, atualmente, com três microcomparadores balísticos. Eles auxiliam o perito a fazer uma análise manual das características do armamento. O novo maquinário faz com que esses estudos sejam automatizados, dando celeridade ao trabalho.

Além disso, dois scanners modernos analisam balas e estojos, mapeando os objetos, enquanto um computador de alta definição faz as possíveis ligações da arma analisada em outras infrações. Com isso, aumenta a resolutividade aos casos e a celeridade de processos contra os criminosos.

Foto: Maksuel Martins/GEA

 

Com informações de Marcelle Corrêa