Após adaptação técnica, as militares poderão embarcar em missões de busca, salvamento e transporte humanitário.
Pela primeira vez na história da Segurança Pública do Amapá, duas mulheres passam a integrar o quadro de pilotos de avião da corporação. A tenente Kelly Ribeiro e a capitão Roberta Paiva, integrantes do Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM-AP), estão concluindo as etapas finais de estágio e adaptação operacional às aeronaves do Grupo Tático Aéreo (GTA), consolidando um marco para a presença feminina na aviação de segurança pública no estado.

Kelly, que ingressou na corporação em 2006, e Roberta, bombeira militar desde 2008, tornam-se pioneiras ao assumirem a função de pilotas de avião da Segurança Pública amapaense. Após a conclusão do processo de formação e habilitação, elas estarão aptas a atuar em missões estratégicas, como operações de busca e salvamento, transporte humanitário, remoção aeromédica e apoio a ações emergenciais em áreas de difícil acesso.

A conquista representa não apenas um avanço institucional, mas também o fortalecimento da participação feminina em áreas historicamente ocupadas por homens, especialmente na aviação operacional voltada ao atendimento de ocorrências e salvamento.
Para a tenente Kelly Ribeiro, a realização profissional está diretamente ligada ao propósito de servir à sociedade e inspirar novas gerações.
“Não é clichê algum dizer que somos do tamanho dos nossos sonhos. Fui uma criança que vinha com a família tomar sorvete no aeroporto, aos finais de semana, e a determinação, luta, estudo e dedicação me trouxeram para o que hoje é mais do que realização de um sonho, é também missão assumida com a sociedade”, disse a tenente.

A formação para atuação na aviação exige uma preparação rigorosa, envolvendo conhecimentos técnicos, treinamentos operacionais e certificações específicas. De acordo com a capitão Roberta Paiva, o processo inclui uma intensa rotina de estudos e práticas de voo.
“Para mim o exemplo veio de casa, meu irmão também é piloto, e após tantos anos na corporação eu busquei dar este novo passo para, literalmente, alçar voos mais altos na missão de preservar vidas, proteger pessoas e servir de exemplo para as próximas gerações que virão”, concluiu a capitão.

Segundo Roberta, a capacitação envolve uma elevada carga de estudos para as avaliações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), além do cumprimento de horas práticas de voo que ultrapassam as 100 horas mínimas exigidas para a habilitação.
Com a conclusão do estágio operacional, as duas oficiais reforçarão as equipes do Grupo Tático Aéreo, ampliando a capacidade de resposta da Segurança Pública em ocorrências que demandam rapidez, precisão e atuação integrada em todo o território amapaense.

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Fonte: Agência Amapá











