Segurança

PM do Amapá forma 21 operadores de choque e tem mulher como destaque da nova turma

Compartilhe

Andrezza Negrão é a única mulher entre os 21 policiais que concluíram o curso de Operações de Choque, com 75 dias de treinamento para atuação em ocorrências de alta complexidade.

A Polícia Militar do Amapá conta com uma nova operadora de choque em seu efetivo especializado. Andrezza Negrão é a única mulher entre os 21 policiais que concluíram a 7ª turma do Curso de Operações de Choque (COC), formação que exige preparo físico, técnico e psicológico para atuação em situações críticas.

Andrezza Negrão, única mulher a concluir esta edição do curso. Foto: Max Renê/GEA

A solenidade de formatura foi realizada na sexta-feira, 23, no Batalhão de Operações Especiais (Bope), em Macapá, com a presença do governador Clécio Luís e de familiares dos formandos. A conclusão do curso amplia a capacidade operacional da corporação em ações que exigem treinamento especializado.

Durante a cerimônia, o governador destacou a importância da qualificação dos policiais e dos investimentos em equipamentos, armamentos e formação profissional.

“Entregamos mais uma turma altamente qualificada para atuar em distúrbios civis, uma demanda crescente com a expansão das cidades e a realização de grandes eventos. Nesses 3 anos, 9 meses e 23 dias de gestão, fizemos os maiores investimentos da história na segurança do Amapá, com equipamentos novos, armamentos modernos, munições e, principalmente, no valor humano, com chamamentos recordes e 124 cursos de promoção. Isso vem projetando o Amapá entre os estados mais seguros do Brasil”, ressaltou Clécio Luís.

Governador Clécio Luís liderou a solenidade de formatura da 7ª turma do Curso de Operações de Choque. Foto: Max Renê/GEA

Com a conclusão da formação, os 21 policiais passam a integrar o efetivo especializado de pronto emprego da Polícia Militar, com capacidade para atuar no controle de distúrbios civis, em reintegrações de posse, na segurança de grandes eventos e em operações de patrulhamento tático voltadas ao enfrentamento do crime organizado.

A entrega dos brevês aos formandos, realizada com a participação de familiares, marcou um dos momentos de emoção da solenidade. Entre os concluintes, a presença de Andrezza Negrão destaca a participação feminina em uma formação operacional de alta exigência física e técnica.

Governador destacou a valorização dos profissionais, modernização dos equipamentos e ampliação da formação policial.

Formação rigorosa e qualificação profissional

O VII Curso de Operações de Choque teve duração de 75 dias, com início em 7 de agosto e encerramento no último domingo, 18. Dos 45 candidatos inscritos, 21 concluíram a formação, sendo 20 homens e uma mulher.

Durante o treinamento, os participantes foram submetidos a avaliações seletivas, atividades rústicas e exercícios operacionais, além de procedimentos administrativos. A formação exigiu preparo físico, técnico e psicológico para habilitar os policiais a atuar em ocorrências de maior complexidade.

Ao todo, 21 operadores de segurança da Polícia Militar concluíram o curso. Foto: Max Renê/GEA

O comandante do Bope, tenente-coronel Wilkson Santana, ressaltou que a capacitação dos profissionais é essencial para garantir o uso adequado dos equipamentos e armamentos disponibilizados à corporação.

“O investimento do Governo do Estado em um curso como este, de cerca de R$ 300 mil para formar 21 operadores, é primordial. Não adianta investir em equipamentos e armamentos sem ter pessoas habilitadas. Hoje, temos policiais extremamente preparados para operar os melhores equipamentos disponíveis e contamos com os melhores guerreiros da Polícia Militar do Amapá”, afirmou.

Tenente-Coronel Wilkson Santana, comandante do Bope

Preparo para ocorrências de alta complexidade

O coordenador do VII COC, major João Oliveira, destacou o papel estratégico da tropa de choque na preservação da ordem pública. Esses profissionais são empregados em situações nas quais os meios ordinários de atuação policial não são suficientes para lidar com ocorrências de maior complexidade.

Segundo o major, o treinamento contínuo é fundamental para garantir que os policiais atuem com técnica, disciplina e equilíbrio, considerando as particularidades de cada situação e a segurança da população.

Major João Oliveira, coordenador do VII COC.

“O trabalho no Bope proporciona grande amadurecimento profissional e pessoal. A tropa atua em situações complexas de ordem pública e exige treinamentos rigorosos para garantir a segurança coletiva em ocorrências críticas, como nas 103 manifestações durante o apagão, em que equilibrou o rigor técnico com a empatia diante dos desafios enfrentados pela população”, destacou.

Foto: Jorge Júnior/GEA

Com a conclusão da 7ª turma, a Polícia Militar do Amapá amplia o número de profissionais capacitados para atuar em operações especializadas. A formação também evidencia a participação feminina em atividades operacionais que exigem treinamento rigoroso e preparo para situações de alto risco.

.

.

.

Fonte: Agência Amapá

 

Compartilhe