A taxa de desocupação no Amapá chegou a 9,8% no segundo trimestre de 2026, segundo a PNAD Contínua Trimestral, divulgada pelo IBGE. O índice aumentou 2,8 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2025, quando era de 6,9%. Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, não houve variação estatisticamente significativa.

Com o resultado, o Amapá registrou a maior taxa de desocupação entre os estados brasileiros. Na sequência aparecem Bahia (9,1%), Pernambuco e Piauí (8,3% cada) e Sergipe (7,9%). As menores taxas foram observadas em Santa Catarina (2,1%), Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).
Mulheres têm maior taxa de desocupação
A diferença entre homens e mulheres também chama atenção. No segundo trimestre, a taxa de desocupação foi de 8,1% entre os homens e 12,1% entre as mulheres no Amapá.

Por cor ou raça, a taxa ficou em 5,8% entre pessoas pretas, 9,3% entre brancas e 10,9% entre pardas. A média estadual foi de 9,8%.
Desocupação é maior entre quem não concluiu o ensino médio
A escolaridade também influencia os indicadores de emprego. No Amapá, a maior taxa de desocupação foi registrada entre as pessoas com ensino médio incompleto: 18%.
Entre aqueles com ensino superior incompleto, a taxa foi de 8,5%. Já entre as pessoas que concluíram o ensino superior, o índice caiu para 4,9%.
Subutilização da força de trabalho
A taxa composta de subutilização da força de trabalho foi de 14,5% no Amapá no segundo trimestre de 2026. Esse indicador considera, além dos desempregados, pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e aquelas que poderiam trabalhar, mas não estão procurando emprego.
O maior índice foi registrado no Piauí (26,6%), seguido por Bahia (24,4%) e Alagoas (23,4%). Santa Catarina apresentou a menor taxa (4,1%).
Desalento atinge 1,2% da população
O percentual de pessoas desalentadas no Amapá foi de 1,2% no segundo trimestre de 2026. São pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego por acreditarem que não conseguiriam uma vaga ou por outros motivos relacionados à busca por trabalho.
Os maiores percentuais foram registrados no Maranhão (9,4%), Alagoas (8,1%) e Piauí (7,0%). Santa Catarina teve o menor índice (0,2%).
Sete em cada dez empregados do setor privado têm carteira assinada

Entre os trabalhadores do setor privado no Amapá, 70,3% tinham carteira de trabalho assinada no segundo trimestre de 2026.
Os maiores percentuais foram registrados em Santa Catarina (86,7%), São Paulo (82,0%) e Mato Grosso do Sul (81,0%). Os menores ficaram com Maranhão (53,6%), Piauí (54,2%) e Acre (55,1%).
Amapá tem uma das maiores proporções de trabalhadores por conta própria

No segundo trimestre, 31% da população ocupada do Amapá trabalhava por conta própria. O estado ficou com a segunda maior proporção do país, atrás apenas do Maranhão (33,8%). O Pará apareceu em seguida, com 30,3%.
Os menores percentuais foram registrados no Acre (17,5%), Distrito Federal (18,0%) e Tocantins (18,9%).
Informalidade chega a 44,5%
A taxa de informalidade no Amapá foi de 44,5% da população ocupada.
O índice considera trabalhadores empregados no setor privado ou doméstico sem carteira assinada, empregadores sem registro no CNPJ, trabalhadores por conta própria sem CNPJ e trabalhadores familiares auxiliares.
As maiores taxas de informalidade foram registradas no Maranhão (56,9%), Pará (55,9%) e Amazonas (51,7%). As menores ficaram com Santa Catarina (25,4%), Distrito Federal (28,7%) e Mato Grosso do Sul (29,2%).

12 mil pessoas procuram trabalho há dois anos ou mais
O Amapá tinha 12 mil pessoas procurando trabalho há dois anos ou mais no segundo trimestre de 2026. O número permaneceu estatisticamente estável em relação ao mesmo período de 2025, quando eram 7 mil pessoas nessa situação.
Já mil pessoas procuravam trabalho havia menos de um mês, uma redução de 66,7% em relação ao mesmo trimestre de 2025, quando eram 3 mil.
Rendimento médio fica em R$ 3.134
O rendimento médio real dos trabalhadores do Amapá foi estimado em R$ 3.134 por mês no segundo trimestre de 2026.
Segundo o IBGE, o resultado foi considerado estável em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período de 2025. No trimestre anterior, o rendimento havia sido de R$ 3.498, enquanto no segundo trimestre de 2025 era de R$ 3.203.

A massa de rendimento real de todos os trabalhos foi estimada em R$ 1,07 bilhão, também considerada estável tanto na comparação com o trimestre anterior, de R$ 1,20 bilhão, quanto com o segundo trimestre de 2025, de R$ 1,06 bilhão.
Sobre a PNAD Contínua
A PNAD Contínua é a principal pesquisa do IBGE para acompanhar o mercado de trabalho brasileiro. A pesquisa visita, a cada trimestre, cerca de 211 mil domicílios, distribuídos pelos 26 estados e pelo Distrito Federal.
A coleta é realizada por aproximadamente 2 mil entrevistadores, que integram a rede de mais de 500 agências do IBGE.
Os resultados da PNAD Contínua Trimestral podem ser consultados no sistema Sidra, do IBGE. A próxima divulgação, referente ao trimestre de julho, agosto e setembro, está prevista para 18 de novembro de 2026.
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Com informações da Superintendência Estadual do IBGE no Amapá












