Ferramenta digital já utilizada pela Sesa garante controle, transparência e celeridade na aquisição de medicamentos, insumos e serviços para a rede estadual.
O Governo do Amapá lançou oficialmente, na sexta-feira (14), o Sistema Integrado de Gestão de Fundos de Saúde (SIGFH), plataforma que moderniza o gerenciamento dos recursos destinados às unidades hospitalares. Em uso pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) desde 2024, a ferramenta digitaliza processos, amplia a transparência e permite o acompanhamento, em tempo real, de todas as etapas das aquisições. Atualmente, o sistema está integrado a 21 unidades de saúde da capital e do interior.

O SIGFH organiza a utilização do chamado fundo rotativo, recurso destinado a atender necessidades urgentes das unidades, como compra de medicamentos, insumos e contratação de serviços hospitalares. A ferramenta foi estruturada para atender às regras da Lei Federal nº 14.133/2021, que estabelece a realização eletrônica das dispensas de licitação, com ampla divulgação.
“O sistema vida fazer uma melhor gestão das aquisições por dispensa de licitação eletronicamente. Isso, na verdade, é uma exigência da Lei Federal, no artigo 75, que determina que a dispensa seja feita eletronicamente, com ampla divulgação”, explicou o gerente de implantação do sistema, Adailson Malcher.

Segundo ele, a ampliação da concorrência entre fornecedores também gera economicidade, estimada em até 46% em processos avaliados, permitindo que recursos sejam direcionados para outras necessidades da saúde.

Para a diretora do Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML), Cristiane Barros, a ferramenta traz mais segurança para quem administra o recurso público e amplia as oportunidades de participação de fornecedores.
“Para a sociedade, significa conhecimento sobre os gastos; para o poder público, oportunidade de economicidade; e, para nós, nas unidades, transparência e tranquilidade para lidar com o recurso público”, destacou.
Equipes qualificadas
De acordo com a Sesa, 100% das unidades foram atendidas pelas ações de capacitação, envolvendo administradores, diretores, farmacêuticos e nutricionistas.
Os resultados já aparecem na rotina administrativa: entre maio e junho de 2026, o número de processos passou de 292 para 493, crescimento de 68,8%, enquanto a execução avançou 48,7%, de R$ 1,54 milhão para R$ 2,29 milhões.

Para o secretário adjunto de Planejamento da Sesa, Rafael Tobelém, a principal transformação está na capacidade de planejar com informações atualizadas.
“Nós saímos do papel e entramos no mundo digital de fato, podendo acompanhar, monitorar, estabelecer índices, fluxos e indicadores”, afirmou.
A mudança permite reorganizar aquisições, distribuição de medicamentos e atendimento conforme as necessidades e a sazonalidade de cada unidade, garantindo celeridade nos processos e, sobretudo, transparência na gestão do dinheiro da saúde pública.
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Com informações de Júnior Nery












