Educação

Alunos de escola no Conjunto Habitacional Macapaba fazem imersão na cultura de 14 países de língua francesa

Primeiro colégio bilíngue de idioma francês no Amapá, a Escola Estadual Profª Marly Maria, no Conjunto Habitacional Macapaba, realizou nesta sexta-feira, 28, a segunda edição do Dia da Francofonia, uma mostra cultural que propõe imersão na cultura de países que falam a língua francesa.

Nesta edição, 14 países foram celebrados, entre eles a Suíça, Bélgica, Senegal e a Guiana Francesa. As 28 turmas da instituição dividiram os países entre si e apresentaram, por meio de exposições artísticas, alguns costumes, gastronomia, vestimentas e pontos turísticos que caracterizam o país escolhido.

Foto: Vandy Ribeiro/ Seed

A programação se dividiu em dois momentos. O primeiro foi de exposição nas salas de aulas e o segundo momento foi protagonizado uma espécie de “volta olímpica” de cada país na quadra esportiva da escola.

A coordenadora do projeto, professora Ivanete Gomes, conta que o Dia da Francofonia surgiu com a intenção de mostrar para a comunidade escolar que o francês não é falado só na França, mas em cinco continentes ao redor do mundo.

“A gente promove um trabalho interdisciplinar em torno da língua francesa, envolvendo toda a comunidade escolar, para que a percepção sobre esta língua não fique concentrada apenas na França. O continente africano, por exemplo, é onde se tem mais países francófonos”, pontuou Ivanete.

A coordenadora acrescenta que a França e a Guiana Francesa sempre são trabalhados mais do que os outros países, por questão de ser o país-mãe da língua e, no caso da Guiana, pela localização fronteiriça com o Amapá. Contudo, projetos interdisciplinares como esse dão visibilidade a outros países que geralmente são esquecidos, mas têm a língua francesa como oficial ou segunda língua.

Foto: Vandy Ribeiro/ Seed

O coordenador da Educação Básica da Secretaria de Estado da Educação (Seed), Belcivaldo Matos, parabenizou o retorno do projeto após a pandemia.

“Muitos projetos montados antes da pandemia, como esse, não tiveram forças para continuar e podemos ver, pela felicidade das crianças que estão participando desse momento aqui, que a união e o engajamento da comunidade escolar da Marly Maria fez a diferença”, apontou Matos.

Com informações de Bárbara Ribeiro