Cidades

Ação voluntária recolhe cerca de 120 kg de lixo, na Praia da Fazendinha, em Macapá-AP

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Quase 50 pessoas participaram da coleta de resíduos sólidos às margens do Rio Amazonas.

No Amapá o Dia Mundial pela Limpeza da Água foi celebrado com a união de diversos setores e instituições, como a Guarda Florestal e os Escoteiros, por meio da ação “O Rio Amazonas Não Está Para Plástico”, do Projeto Costamar, que aconteceu no sábado (19), no ponto turístico praia da Fazendinha, distrito da capital Macapá. A equipe, de aproximadamente 50 pessoas, recolheu 126 quilos de itens e resíduos descartados na região.

A iniciativa, que ocorre com parceria da Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental, pontuou o problema da poluição do meio ambiente, que afeta diretamente os ecossistemas amazônicos, formado por uma rede composta de peixes, vegetação rara e povos tradicionais, dentre eles comunidades ribeirinhas, quilombolas e indígenas.

Segundo Jonas Rosa, biólogo e supervisor regional do projeto no estado, o planeta está passando por uma crise de poluição de resíduos e sólidos, portanto é necessário fazer ações que marcam momentos de muita movimentação coletiva.

“Fizemos um trabalho de articular tanto o pessoal civil, quanto secretarias e instituições, como os escoteiros também. Todos vieram voluntariamente. A dinâmica funciona de maneira a mostrar, de forma reunida, o tanto de ‘lixo’ que é descartado no meio ambiente e que, muitas vezes, não é notado pelas pessoas”, explicou Rosa.

Para o comandante da Guarda Parque Florestal do Amapá, Jorge Souza, conhecido como Mandela, o trabalho é um esforço para melhorar a qualidade de vida das gerações futuras, ameaçada pelas mudanças climáticas, além de ser também um grande aprendizado.

“O problema do calor, potencializado principalmente pelo El Niño, requer uma solução que só é possível com ações coletivas e bem planejadas. E outra coisa, a preservação ambiental, a qual a gente defende, passa por combater fatores como a pesca predatória e desmatamento”, pontuou Mandela.

A iniciativa foca além da limpeza dos rios, o objetivo principal é transformar a ação em um alerta coletivo sobre hábitos de consumo, descarte consciente e a responsabilidade de cada cidadão na preservação das águas da Amazônia.

O plano de proteger os recursos hídricos da região é construído por meio da ciência, educação ambiental e engajamento jovem. A estudante Hanna Almeida, de 11 anos, contou que já realizou várias atividades de cunho ambiental, mas nenhuma experiência similar à ação na praia.

“Eu já fiz várias coisas, mas nada igual a ajudar o meio ambiente. Hoje o que eu mais achei foi papel, mas o que mais me chamou atenção foi o vidro”, relatou.

A ação faz parte do Projeto Costamar, conta com apoio da Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental. A iniciativa reúne o Instituto Redemar Brasil e o Coletivo Costa Jovem em uma rede focada na conservação do meio ambiente e na defesa dos rios amazônicos.

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Por Caio Coutinho

 

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