Iniciativa coordenada pelos governos do Brasil e Reino Unido, em parceria com a Unesco, reconheceu oficinas realizadas pelo doutorando do PPGED Andrew Costa em escolas públicas de Macapá e Santana.
As oficinas de Educação Midiática desenvolvidas pelo doutorando do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGED) da Universidade Federal do Amapá (Unifap), Andrew Costa, passaram a integrar o Mapa Brasileiro da Educação Midiática, plataforma nacional que reúne experiências voltadas à formação crítica para o uso das mídias e das tecnologias digitais. Com a inclusão da iniciativa, o Amapá passa a figurar oficialmente na cartografia nacional da educação midiática, tendo o projeto como a única experiência mapeada no estado.
Realizadas por meio do Programa de Ensino, Cultura e Cidadania (PECC) da Unifap, as oficinas acontecem em escolas públicas de Macapá e Santana e atendem públicos de diferentes faixas etárias, incluindo crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos. As atividades promovem a reflexão crítica sobre o ambiente informacional contemporâneo, abordando temas como identificação de fake news, deepfakes, desinformação, segurança digital, uso consciente das tecnologias, direitos humanos e fortalecimento da democracia.
Além da atuação extensionista, a iniciativa está diretamente vinculada à pesquisa de doutorado desenvolvida por Andrew Costa no PPGED/Unifap. O pesquisador investiga a educação midiática e a plataformização da educação a partir das tecnologias da informação e comunicação, analisando como as plataformas digitais vêm reconfigurando os processos educativos e quais políticas públicas são necessárias para garantir uma formação crítica diante dos desafios da cultura digital.
Para Andrew Costa, o reconhecimento nacional representa um importante avanço para a visibilidade da produção acadêmica desenvolvida na Amazônia, mas também evidencia um desafio para o estado.

“A educação midiática é uma ferramenta indispensável para enfrentar a desinformação e formar cidadãos capazes de compreender criticamente o ambiente digital em que vivemos. Em um contexto marcado pela circulação acelerada de informações falsas, discursos de ódio e manipulações produzidas por inteligência artificial, educar para a mídia significa também educar para a democracia e para os direitos humanos.”
O pesquisador destaca, entretanto, que o fato de sua atuação ser a única iniciativa mapeada no Amapá revela uma lacuna que precisa ser enfrentada.
“É motivo de satisfação representar o Amapá no Mapa Brasileiro da Educação Midiática, mas também é preocupante perceber que essa é a única iniciativa identificada no estado. Isso demonstra que ainda carecemos de políticas públicas que tratem a educação midiática com a centralidade que ela merece. Não podemos depender apenas de iniciativas isoladas de pesquisadores ou professores. Uma sociedade desinformada torna-se mais vulnerável à manipulação, ao enfraquecimento da democracia e às violações dos direitos humanos.”
Lançado em 2026, o Mapa Brasileiro da Educação Midiática reúne centenas de experiências desenvolvidas em universidades, escolas, organizações da sociedade civil, órgãos públicos e projetos independentes em todo o país. A plataforma busca dar visibilidade às iniciativas brasileiras que promovem o pensamento crítico, a cidadania digital e o enfrentamento da desinformação, constituindo uma referência nacional para pesquisadores, educadores, gestores públicos e instituições comprometidas com a formação cidadã.
A presença da iniciativa desenvolvida no âmbito do PPGED/Unifap fortalece a inserção da pesquisa produzida na Universidade Federal do Amapá no debate nacional sobre educação midiática e evidencia o papel estratégico da pós-graduação na construção de respostas acadêmicas e sociais aos desafios impostos pela desinformação, pela inteligência artificial e pela crescente plataformização da educação.












