O desabastecimento de medicamentos em Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Macapá e a falta de farmacêuticos foram tratados pelos promotores de Defesa da Saúde, Fábia Nilci e Wueber Penafort, que reuniuram com representantes da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), do Conselho Estadual de Saúde (CES), Ministério da Saúde (MS) e Coordenadoria de Assistência Farmacêutica (CAF). A assessora técnica Elizete Paraguaçu também participou da reunião realizada no Complexo Cidadão da Zona Norte.

A promotora fez uma síntese sobre a atuação do Ministério Público do Amapá (MP-AP) para tentar minimizar estes problemas e garanti que os usuários tenham um atendimento satisfatório e digno.
Dois fatores principais foram apontados pela coordenadora do CAF, Nathália Piedade: a sobrecarga no atendimento de pacientes das ilhas do Pará e o problema com os fornecedores, que não cumprem prazos e não entregam a demanda solicitada. A subsecretária da Semsa, Alessandra Coelho, disse que a gestão é consciente dos problemas.
O medicamento Losartana, usado para controle da hipertensão, insuficiência cardíaca e para proteger os rins de paciente com diabetes, é um dos mais procurados e não encontrados em UBS. Nathália explicou que a necessidade é de cerca de 500 mil comprimidos do medicamento para Macapá, porém receberam apenas 70 mil na última remessa.
A promotora da Saúde ressaltou que há mais de quatro anos o MP-AP cobra resolutividade no abastecimento de medicamentos e lotação de farmacêutico em todas as farmácias de UBS, e que diversas reuniões e audiências foram realizadas, com procedimentos encaminhados. “É preciso planejamento baseado na demanda e cumprimento de acordos por parte dos fornecedores. Iremos reunir com a Procuradoria do Município para tentarmos, novamente, resolver estas questões”, argumentou Fábia Nilci.
Serviço:
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Texto: Mariléia Maciel
Gerente de Comunicação: Gilvana Santos












