Política

‘Amapá marcou presença protagonista na COP 28’, afirma governador Clécio Luís após integrar discussões na ONU

Foi ao longo de uma semana de compromissos na 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 28), que o governador Clécio Luís liderou a comitiva do Amapá para mostrar mais sobre o estado mais preservado do Brasil.

A participação em debates e os encontros com autoridades de diferentes países indicou que o Amapá é exemplo em manejo florestal e bioeconomia, atua com responsabilidade sustentável e proteção da Amazônia, e merece viver um novo momento socioeconômico. Esse cenário tem sido traçado também em preparação à edição da COP 30, a COP da Amazônia, que será realizada em Belém, em 2025.

A comitiva do Amapá, liderada pelo governador, foi integrada por representantes das secretarias de Meio Ambiente, Povos Indígenas, Relações Internacionais e Comércio Exterior, Ciência e Tecnologia, Cultura e Comunicação, que demonstraram as estratégias de conservação da floresta em pé como indutor de desenvolvimento econômico, assim como projetos abertos à cooperação.

“Demonstramos que todo debate realizado sobre a Amazônia vai passar pelo nosso estado também, porque não aceitamos mais as discussões sobre nós, sem a nossa participação. Nós queremos, sim, medidas compensatórias por manter a floresta em pé, mas não só, queremos também ter o direito a nos desenvolver e gerar emprego, gerar renda e divisas para o nosso estado”, avaliou o governador Clécio Luís.

Foto: Patricia Morais

Ao longo dos diálogos, o Governo consolidou que o Amapá vai ser importante na COP 30, de Belém, porque pode sediar na Região Metropolitana de Macapá eventos antes e durante a Conferência de 2025.

Também integraram o grupo amapaense, o presidente do Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), desembargador Adão Carvalho; o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae, Josiel Alcolumbre; os deputados estaduais Rodolfo Vale e Edna Auzier; e empresários.

A participação do Judiciário, do Legislativo e do setor privado enriqueceu as tratativas e evidenciou o comprometimento conjunto com um futuro com mais sustentabilidade e dignidade.

“Com a COP da Amazônia, nós queremos dois legados. Um deles é o desenvolvimento econômico, porque fizemos o dever de casa, temos os melhores indicadores ambientais, e queremos os melhores indicadores sociais e econômicos para o nosso povo. O outro legado é que, a exemplo de Belém, nós pedimos recursos para infraestrutura urbana, hoteleira e turística para preparar o Amapá para também receber participantes. Mostrando uma coesão grande com a Justiça, o Legislativo e o Sebrae, o Amapá marcou presença importante nessa COP dos Emirados Árabes e segue em preparação para a COP da Amazônia”, pontuou Clécio.

Foto: Patricia Morais

A comitiva se encontrou com representantes de países como Noruega, Finlândia e China, num diálogo por cooperações; e também tratou de investimentos com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).

Nos compromissos, o Amapá apresentou iniciativas de preservação baseadas na bioeconomia sustentável, que alia a floresta em pé e o desenvolvimento da economia e renda para a comunidade, com práticas ambientais responsáveis e inovadoras. O público conheceu projetos de sucesso como o “Selo Amapá” e o manejo florestal sustentável, método eficaz na gestão de florestas.

Foram tratados aspectos da bioeconomia no desenvolvimento econômico da região amazônica, o enfrentamento do aquecimento global, a redução no uso de combustíveis fósseis e sistemas agroalimentares.

A conferência, que é uma reunião anual entre os países-membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, acontece até terça-feira, 12, nos Emirados Árabes Unidos. A comitiva do Amapá segue acompanhando os debates na COP 28, com o objetivo de obter apoio internacional para novos modelos de desenvolvimento econômico para a Amazônia, assim como contribuir com soluções para conter o aquecimento global.

A COP 28 acontece após o sexto ciclo de avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que reforçou o senso de urgência e a gravidade da mudança do clima, bem como consequências perturbadoras para sistemas ecológicos e socioeconômicos.

 

Com informações de Fabiana Figueiredo