O desfecho de uma investigação sobre a morte de oito garimpeiros levou, nesta terça-feira (12), à prisão de cinco policiais militares, um guarda civil municipal de Laranjal do Jari e um garimpeiro. Os crimes ocorreram na divisa entre Amapá e Pará, e as autoridades acreditam que os envolvidos participaram diretamente da execução das vítimas.

As prisões e os mandados de busca foram cumpridos em Macapá e Laranjal do Jari. Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Amapá, Cézar Vieira, o caso aconteceu no lado paraense, a cerca de 200 metros do rio Jari, mas, como vítimas e suspeitos eram moradores do Amapá, a investigação ficou a cargo da polícia do estado.

“O cumprimento dos mandados reforça nossa convicção sobre a participação dos suspeitos”, disse o delegado geral.
De acordo com o delegado Breno Esteves, de Laranjal do Jari, as vítimas foram atacadas quando retornavam do garimpo.
“Eles estavam voltando e foram surpreendidos no porto. Mais elementos estão sendo apurados para esclarecer os detalhes específicos do crime”, disse o delegado.

Um dos garimpeiros sobreviveu por não estar presente no momento da execução, permanecendo na área de extração enquanto os outros desciam. A polícia aguarda o laudo necroscópico para confirmar se houve tortura antes das mortes.
Os sete presos, entre eles quatro soldados e um sargento da PM devem passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (13). A investigação segue para identificar a motivação e eventuais cúmplices.












