Cultura

Secult trabalha para dar celeridade ao início das obras de revitalização da Fortaleza de São José de Macapá

A Secretaria de Estado de Cultura (Secult) trabalha para dar celeridade ao início das obras de revitalização da Fortaleza de São José de Macapá, que concorre ao título de Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). As intervenções são um passo necessário para o título, que vai valorizar a importância do monumento histórico.

Como parte desta etapa, na quinta-feira, 6, as equipes técnicas da Secult, da Associação Pró-Cultural e Promoção das Artes (Appa) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) fizeram uma visita técnica ao forte. Atualmente, são realizados os estudos historiográficos e de viabilidade econômica para iniciar os projetos arquitetônico e de restauração, que tratam efetivamente das melhorias sobre a estrutura física e a utilização do monumento.

Foto: Nayana Magalhães

Serão investidos R$ 30 milhões nas obras, resultado de um contrato realizado em 2022, entre Governo do Estado, Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Appa, entidade sem fins lucrativos contratada para realizar o projeto de restauração, qualificação e conservação da Fortaleza.

A secretária de Cultura, Clícia di Miceli, esteve em Brasília no início da semana para dar celeridade à revitalização junto ao Ministério de Cultura e outros órgãos envolvidos. Ela acredita que as obras vão dar um novo sentido para o monumento.

“A população vai poder desfrutar de um espaço novo com atividades econômicas e culturais desse importante patrimônio histórico cultural do estado e da região amazônica”, disse a gestora da Secult.

Após a visita técnica, será elaborado um relatório destinado aos profissionais da Appa para finalização dos estudos. De acordo com o presidente da associação, Felipe Xavier, as condições atuais da Fortaleza são boas em comparação a outros patrimônios da mesma idade.

“A gente espera deixar aqui um espaço pulsante, um espaço vivo, realmente ocupado e buscado pelo amapaense, e também que seja um indutor turístico de negócios, que atraia os olhares do mundo, principalmente a partir da chancela da Fortaleza como patrimônio da humanidade, gerando valores econômicos para os amapaenses”, pontuou o presidente.

Para a diretora da Fortaleza de São José, Flávia Souza, os maiores beneficiados com as obras são os amapaenses.

“A restauração vai proporcionar nossos olhares sobre a história da Fortaleza, a readequação dos espaços com acessibilidade e toda essa nova roupagem moderna vai trazer grandes benefícios à população”, afirmou.

Candidata a patrimônio da humanidade

Construída no período de 1764 a 1782 para proteger as fronteiras do “Cabo Norte”, como era conhecido o Amapá no período colonial, a Fortaleza de São José de Macapá é a maior construída pelos portugueses na América do Sul.

Junto com outras 18 fortificações deste período – 16 ao longo da costa e outras duas na fronteira continental -, ela ajuda a contar a história da formação territorial do país e da ocupação europeia na América.

Tamanha relevância tanto nacional quanto internacionalmente, explica o superintendente do Iphan no Amapá, Haroldo Oliveira, rendeu a candidatura ao título de Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

“Cada país com cadeira na ONU tem o direito de indicar construções e obras de relevância mundial para a outorga de Patrimônio da Humanidade, e esse é o legado que a Fortaleza traz consigo ao lado das demais fortificações do país”, ressaltou Oliveira.

 

Texto: Alice Palmerim