Economia

Rendimento domiciliar per capita aumenta 13% no Amapá em 2022, aponta IBGE

O rendimento médio mensal domiciliar por pessoa subiu 13% em 2022 e passou de R$ 1.932 em 2021 para R$ 2.184. O resultado faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua: Rendimento de todas as fontes 2022, divulgada nesta quinta-feira (11) pelo IBGE.

O rendimento médio mensal real da população residente com rendimento de todas as fontes no Amapá foi de R$ 2.184, 21,7% maior que em 2021 e 75,8% maior que no início da série, em 2012. O de todos os trabalhos ficou em R$ 2.361, caindo 18,2%.

Foto: Reprodução

Já o de outras fontes cresceu 62,6%, alcançando R$ 1.316 em 2022, com o item aposentadoria e pensão mantendo-se com a maior média em 2022 (R$2.713) e destaque para o item outros rendimentos, subindo de R$ 378 para R$ 674 (alta de 78,3%), alcançando o maior valor da série.

A região Norte teve aumento de 16,5% do rendimento médio mensal domiciliar per capita entre 2021 e 2022, passando de R$ 940 para R$ 1.096. Ainda assim, ficou à frente somente da região Nordeste, que segue com menor rendimento médio mensal domiciliar per capita (R$1.011), enquanto a Sul continua com o maior (R$ 1.927).

Foto: Valter Campanato – Reprodução

O Amapá foi o 4º estado da região Norte com o melhor rendimento médio mensal domiciliar por pessoa, atrás de Roraima (R$ 2.333), Tocantins (R$ 2.197) e Rondônia (R$ 2.188).

No âmbito nacional, o Amapá ficou na 16º posição no ranking de rendimento médio mensal domiciliar por pessoa e ficou a frente de estados como Pará (R$ 1.862) e Amazonas (1.858). O melhor resultado foi do Distrito Federal (R$ 4.474) e o pior Maranhão (1.529).

A pesquisa também mostra a desigualdade de renda no estado em 2022. Após relativa queda em 2020 (0,500) e alta em 2021 (0,530), o índice de Gini do rendimento médio mensal domiciliar por pessoa teve estabilidade em 2022, permaneceu ao patamar de ano passado (0,531). Quanto maior o Gini, maior a desigualdade. Já no que diz respeito apenas ao rendimento médio mensal de todos os trabalhos, o índice variou de 0,459 para 0,502.

A PNAD Contínua: Rendimento de todas as fontes investiga, regularmente, os rendimentos provenientes de todos os trabalhos e de outras fontes não oriundas do trabalho, com detalhamento geográfico para Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação. Traz informações sobre a distribuição da população residente e a distribuição das pessoas por tipo de rendimento recebido; rendimento médio mensal real da população residente com rendimento; rendimento de trabalho da população ocupada, segundo características sociodemográficas selecionadas; indicadores de concentração de rendimento; massa mensal de rendimento; participação percentual dos diversos tipos de rendimento na composição do rendimento domiciliar per capita; e indicadores selecionados sobre os domicílios que receberam algum benefício oriundo de programa de transferência de renda do governo federal.

Com informações de Victor Vidigal Reis – jornalista censitário