Moradores de Macapá buscaram o Ministério Público do Amapá (MP-AP) para tratar de questões envolvendo a poda e supressão de árvores em locais públicos. Em uma audiência conduzida pelo promotor de justiça do Meio Ambiente, Marcelo Moreira, realizada na última quarta-feira (20), junto a representantes do Corpo de Bombeiros Militar (CBM/AP) e da CEA Equatorial, foram discutidas questões relacionadas a árvores que representam riscos, mas que não foram removidas, parcial ou totalmente, devido à falta de ação da concessionária de energia.

Os sete cidadãos presentes na audiência relataram ter buscado soluções através dos órgãos ambientais e do CBM/AP, porém os serviços não foram realizados devido à ausência da empresa de eletricidade para desligar a rede elétrica. Segundo os reclamantes, o tempo de espera por tais serviços varia entre seis meses e cinco anos.
Durante a reunião, foram apontados problemas como falta de comunicação clara por parte dos funcionários da CEA Equatorial, riscos de acidentes, negligência das equipes responsáveis pelo desligamento que, mesmo agendando o serviço, não o executam na presença dos demais órgãos envolvidos. Além disso, foi mencionado um atendimento classificado como ruim por parte da companhia, tanto nos canais de comunicação quanto no atendimento presencial.
O Capitão Francielton Amador destacou a norma interna que estabelece uma distância segura entre as árvores a serem suprimidas e as redes elétricas, ressaltando a importância da cooperação para prevenir acidentes. Já o Tenente Kleber Vidal explicou que a demanda por esses casos está aumentando e que o modo como a CEA Equatorial lida com tais situações contribui para sobrecarregar o Corpo de Bombeiros sem resolver efetivamente as demandas.
O representante jurídico da CEA Equatorial, Arthur Lima, informou sobre um Termo de Cooperação em andamento com a Promotoria de Urbanismo para centralizar os pedidos de poda ou supressão de árvores. Ele esclareceu que a empresa emite um parecer técnico independente do laudo ambiental e adotou o uso de caminhões com linha viva para evitar interrupções coletivas no fornecimento de energia. Lima se comprometeu em atender às demandas apresentadas durante a audiência.
O promotor Marcelo Moreira indicou a necessidade de uma reunião com a Promotoria de Justiça de Urbanismo e Habitação para discutir o fluxo das demandas e sugeriu a criação de uma câmara técnica entre os órgãos envolvidos. Ele ressaltou também a importância da CEA Equatorial intensificar as informações sobre os procedimentos burocráticos necessários para solicitar podas em áreas públicas da cidade.
Com informações da Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá

