Iniciativa reuniu estudantes, comunidade e parceiros na região da Prainha para reforçar a preservação dos recursos hídricos e da biodiversidade local

A recuperação de áreas degradadas e a preservação dos recursos hídricos ganharam reforço na manhã deste sábado (4), com o plantio de 650 mudas florestais frutíferas e de mangue vermelho em uma área de mata ciliar na região da Prainha, na Ilha de Cotijuba, em Belém (PA). Promovida pelo Instituto Asflora, a ação reuniu estudantes, moradores e instituições parceiras em uma mobilização voltada à recuperação ambiental e ao enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas.

A programação integra as ações de recuperação ambiental desenvolvidas pelo Instituto Asflora na Ilha de Cotijuba desde 2023. Esta foi a primeira intervenção realizada especificamente na área da Prainha, onde a vegetação desempenha papel essencial na proteção dos recursos hídricos, na contenção de processos erosivos e na manutenção da biodiversidade local.
Um dos diferenciais da ação é que todas as mudas utilizadas no plantio foram produzidas no viveiro comunitário implantado na própria ilha, fortalecendo a produção sustentável e o envolvimento da comunidade nas iniciativas de reflorestamento.

A área que recebeu a intervenção foi disponibilizada voluntariamente por Ronaldo Silva, proprietário do terreno, que convidou o Instituto Asflora a desenvolver a recuperação ambiental do local, ampliando a mobilização comunitária em torno da conservação dos ecossistemas da ilha.
O evento contou com a participação de alunos de diferentes idades da Escola Estadual Professora Marta da Conceição, que acompanharam o plantio e participaram de atividades de educação ambiental voltadas à conscientização sobre a importância da preservação dos recursos naturais e da recuperação de áreas degradadas.
A iniciativa contou ainda com o apoio do Projeto Água Vida, criado pelo fotógrafo e ambientalista Mario Barila, que há mais de uma década desenvolve ações de preservação ambiental e educação ecológica na Amazônia, além do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio), do Templo de Umbanda Caboclo Rompe Mato e da comunidade da Ilha de Cotijuba.
“A mata ciliar é uma das principais barreiras naturais de proteção dos rios e igarapés. Recuperar essas áreas significa proteger a água, conter processos erosivos e preservar a biodiversidade. Quando envolvemos crianças, moradores e diferentes instituições nesse processo, não estamos apenas plantando árvores, mas fortalecendo uma consciência ambiental que pode transformar o futuro da Amazônia”, afirma Mario Barila, fotógrafo, ambientalista e idealizador do Projeto Água Vida.

Segundo o Instituto Asflora, a união entre instituições, moradores e parceiros tem sido fundamental para fortalecer as ações de recuperação ambiental desenvolvidas em Cotijuba, demonstrando que a participação comunitária é um dos principais caminhos para a conservação dos ecossistemas amazônicos.













