Visando promover o bem-estar e a saúde dos pacientes com úlceras (feridas nos pés causadas pelo Diabetes), o Hospital Universitário em parceria com a Unifap, estão realizando o I Simpósio de doenças do pé relacionadas ao Diabetes Mellitus.

O evento que iniciou nesta quinta-feira, 09, e vai até sexta-feira, dia 10, é alusivo ao Dia Mundial do Diabetes Mellitus, em 14 de novembro, e tem como objetivo promover o debate em torno da prevenção e cuidado da doença e fomentar a discussão sobre a necessidade de criação do fluxo de referência e contrarreferência para atendimento e acompanhamento das pessoas com diabetes.
No primeiro dia do encontro, a programação foi voltada para os profissionais e acadêmicos da área da saúde. O segundo momento será direcionado aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e pacientes com Diabetes Mellitus.
“Realizaremos o Simpósio em parceria com a Unifap, onde é realizado também o serviço de cuidados a pessoas com feridas complexas da Unidade Básica de Saúde da Instituição”, disse a chefe da Unidade de Ambulatório do HU-Unifap, Deize Pontes.
No HU-Unifap os pacientes com a doença são atendidos nas unidades de Ambulatório, de Reabilitação Multiprofissional e de Internação.
Sobre a doença
Diabetes Mellitus é uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. A insulina é um hormônio que tem a função de quebrar as moléculas de glicose (açúcar) transformando-a em energia para manutenção das células do nosso organismo. A doença pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos, e em casos mais graves, pode levar à morte.
O “pé diabético” acomete, em especial, quem tem o tipo 1 da doença (perda da capacidade do pâncreas em produzir insulina, que em falta faz com que a glicose não entre nas células e se acumule na corrente sanguínea) ou o tipo 2 (as células não conseguem aproveitar o hormônio liberado pelo pâncreas e a glicose passa a ser utilizada de modo ineficaz).

