Cidades

Moradores do Bailique atingidos pela salinização do Rio Amazonas recebem ações humanitárias

O Governo do Amapá intensifica as ações humanitárias voltadas aos moradores do arquipélago de Bailique, pertencente ao município de Macapá. A localidade é atingida pelo fenômeno da salinização do Rio Amazonas, tornando as águas impróprias para o consumo humano.

Na madrugada deste domingo, 12, uma balsa com 400 mil litros de água doce segue para a região, com previsão de chegada à Vila Progresso ainda durante a tarde para distribuição às demais comunidades do arquipélago. Nos próximos dias, o Governo do Amapá também vai oferecer uma série de serviços de cidadania; educação; agricultura; e entregas de cestas básicas e água mineral.

Estão previstos ainda, atendimentos médicos, com consultas, avaliações de enfermagem, avaliação nutricional e entrega de medicamentos, além de oferta de vacinação contra o sarampo e distribuição de frascos de hipoclorito de sódio para tratamento da água.

A ação conta com a articulação do senador Davi Alcolumbre e participação da empresa CEA Equatorial com o programa Luz Para Todos.

“É um trabalho de cooperação para garantir mais políticas públicas aos moradores do Bailique, que enfrentam dificuldades com a salinização”, pontuou Davi Alcolumbre.

A salinização é um fenômeno natural que ocorre quando o oceano avança sobre rios de água doce, tornando o líquido insalubre e impróprio para o consumo humano. O fenômeno também atinge a Vila Sucuriju, que fica na foz do Rio Amazonas, no município de Amapá. Na sexta-feira, 10, o Governo do Estado destinou para a localidade 200 mil litros de água e 100 kg de alimento.

Distribuição de água

A entrega dos 400 mil litros de água doce é conduzida pela Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa) e pela Defesa Civil. A água será armazenada pelos moradores para uso em atividades domésticas, como limpeza da casa e lavagem de roupas.

Em outra frente, ao longo do mês de novembro, o Governo do Amapá vai dar início ao funcionamento da máquina de dessalinização instalada pela Caesa na região, com capacidade diária de produção de 18 mil litros de água potável por dia. A companhia prevê a aquisição de mais 25 máquinas deste tipo para atender toda a população do Bailique.

“O foco primordial é proporcionar o suporte necessário para melhorar a qualidade de vida dos moradores, reiterando o compromisso do Governo em investir no bem-estar das comunidades”, destaca o diretor-presidente da Caesa, Jorge Amanajás.

Mais Políticas públicas no Bailique

Desde Fevereiro deste ano, o Governo do Estado vem empreendendo esforços para garantir o acesso à água potável aos moradores do Bailique. No início deste trabalho, a Caesa realizou um levantamento socioeconômico envolvendo mais de 1,8 mil famílias das 38 comunidades do arquipélago. Cada uma delas foi atendida com uma caixa d’água com capacidade 2 mil litros para armazenamento de água doce.

Para acompanhar mais de perto a realidade dos moradores, a Caesa implementou uma base no arquipélago, com escritório e equipes de pessoal, incluindo profissionais como operadores e encanadores. O espaço conta, ainda, com um laboratório e equipe técnica para análise da água no local, garantindo a qualidade da água distribuída.

A Caesa também trabalha com a captação de água doce bruta na foz do rio Gurijuba, com o transporte em embarcações menores para abastecer as caixas d’água já entregues nas comunidades com o devido tratamento químico, para garantir que o líquido esteja potável.

Em números

Em 2023, o Governo do Amapá já entregou 1,2 mil kits de alimentos aos moradores do Bailique e efetuou 294 cadastros no Programa Amapá Jovem e 200 no Renda Para Viver Melhor. Os serviços de cidadania garantiram a entrega de mais de mil carteiras de identidade, além de emissões de mais de 160 cartões do SUS.

 

 

Fonte: Secom-AP