Segurança

Mais de 127% é o número de pessoas desaparecidas localizadas pela Polícia Civil no Amapá

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Registro do Núcleo de Investigação de Pessoas Desaparecidas da Polícia Civil abrange o período de 2023 e 2024.

O Governo do Amapá tem avançado significativamente nas ações de combate e prevenção ao desaparecimento de pessoas no estado, com aumento de mais de 127% nos registros de localizações entre 2023 e 2024. Uma das principais iniciativas foi a criação, em 2024, do Núcleo de Investigação de Pessoas Desaparecidas (NIPD), vinculado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil (PC-AP).

Outro avanço foi a Lei Estadual nº 3.160/2024, que obriga os órgãos públicos estaduais a divulgarem informações sobre pessoas desaparecidas. Foto: Lucas Brito/ PC

O setor segue a política desenvolvida pelo Ministério da Justiça, fortalecendo a segurança pública do Amapá integrando-se ao trabalho de inteligência nacional. Diante dos trabalhos realizados, o NIPD tem se consolidado como referência na apuração de casos de desaparecimento em todo o Amapá, especialmente na capital, Macapá, onde se concentra a maioria das ocorrências, segundo o balanço divulgado nesta quarta-feira, 28.

Dados do NIPD

De acordo com os dados da PC-AP, um dos fatores que contribuíram para o aumento do número de registros de desaparecimento entre 2023 e 2024 foi a ampla divulgação da campanha nacional “Não Espere 24h”, promovida pelo Ministério da Justiça, que orienta que o boletim de ocorrência pode ser feito imediatamente após o desaparecimento da pessoa, sem a necessidade de aguardar o prazo de 24 horas. A PC-AP aderiu oficialmente à iniciativa, o que incentivou que a população realizasse o registro dos casos.

Um dos fatores que contribuíram para o aumento do número de registros de desaparecimento entre 2023 e 2024 foi a ampla divulgação da campanha nacional “Não Espere 24h”, promovida pelo Ministério da Justiça.

Em 2023, foram 330 registros de desaparecimento de pessoas, sendo 166 casos solucionados. Já em 2024, os números saltaram para 543, com 378 registros de localização, o que gerou um aumento, entre o período mencionado, de 127,71% no total de pessoas localizadas.

O aumento percentual na localização de pessoas desaparecidas em todas as faixas etárias também é destaque. De 2023 para 2024, houve aumento de 155,55% no registro de localização de crianças; 80,68% no registro de localização de adultos e de 100% no registro de localização de idosos.

“Sobre o números apresentados verificou-se que, em relação ao aumento dos registros de desaparecimentos de pessoas, de 2023 para 2024, deve-se muito ao fato da divulgação da informação da desnecessidade de aguardar o lapso temporal de 24 horas para o registro do boletim de ocorrência policial, o que foi amplamente divulgado na mídia. O resultado sobre localizações demonstrou, com grande contribuição, a seriedade e a excelência do trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Investigação de Pessoas Desaparecidas da DHPP”, afirmou Leonardo Leite, delegado titular da DHPP.

Delegado Leonardo Leite, titular da DHPP, da Polícia Civil.

Leite lembra que, outro avanço importante foi a sanção da Lei Estadual nº 3.160, de 23 de dezembro de 2024, que obriga os órgãos públicos estaduais a divulgarem informações sobre pessoas desaparecidas. A legislação também estabelece outras medidas para facilitar a localização dos desaparecidos.

“Os dados refletem o trabalho eficaz do NIPD, que tem investido na padronização das investigações com a criação de um Procedimento Operacional Padrão para atender esses casos. Esse protocolo define não apenas os passos da apuração, mas também orienta os procedimentos a serem adotados após a localização da pessoa, o que contribui diretamente para a compilação e análise dos dados estatísticos, obrigatórios junto à Secretaria Nacional de Segurança Pública’, pontuou o delegado.

O registro pode ser feito também na Delegacia Virtual, disponível na internet.

Nos demais municípios do estado, o Departamento de Polícia do Interior (DPI) montou o setor nas delegacias, que agora também estão aptas a receber e apurar ocorrências de pessoas desaparecidas. O registro pode ser feito também na Delegacia Virtual, disponível na internet.

 

Com informações de Marcelle Corrêa

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