A fala de José Rodrigues, em comemoração ao Dia da Defensoria Pública, ressalta atuação da instituição no Amapá e a projeta no cenário nacional.
“Se o futuro for de justiça, será com a Defensoria. Se o desenvolvimento for plural, será com o povo incluído e não à margem. E se o Amapá fala por meio de sua Defensoria, é porque ali, onde tudo parece difícil, a Constituição já se levanta com voz firme e povo incluído.”

Essa foi a mensagem poderosa que o defensor público-geral do Amapá, José Rodrigues, passou em seu pronunciamento hoje, 19 de maio, no Congresso Nacional, durante sessão especial no Senado Federal em comemoração ao Dia Nacional da Defensoria Pública.
Diante de defensoras e defensores de todo o Brasil, a voz do Amapá ecoou, lembrando que o acesso à justiça não é um privilégio, mas um direito que deve alcançar cada canto do país.

Convidado pelo senador Davi Alcolumbre, presidente do Congresso Nacional, José Rodrigues compôs a mesa da sessão solene, presidida pelo senador Jorge Kajuru. Em seu discurso, ele destacou que a Defensoria Pública do Amapá não é apenas um órgão burocrático, mas sim um “eixo civilizatório em movimento”, capaz de transformar palavras da Constituição em direitos concretos: alimentação, moradia, proteção, certidões, afeto e escuta.
Só em 2024, em um estado com cerca de 850 mil habitantes, a Defensoria atendeu mais de 220 mil pessoas, representando quase um quarto da população. José Rodrigues enfatizou que esses números representam histórias de vida.

“Fazemos isso onde a justiça é exceção: nas margens do Jari, nas comunidades do Curiaú, nas aldeias do Oiapoque, nas zonas urbanas invisibilizadas de Macapá e Santana”, destacou o DPG.
O defensor-geral aproveitou o momento para agradecer a Davi Alcolumbre pela inclusão da Defensoria do Amapá na mesa de honra. “É um gesto político claro de quem reconhece que o Amapá não pode mais ser tratado como periferia da República”, afirmou. Para o gestor, esse reconhecimento projeta nacionalmente uma instituição que, todos os dias, consolida a democracia ao garantir que a Constituição seja vivida pelo povo amapaense.












