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Áreas de manguezais são monitoradas na Estação Ecológica de Maracá-Jipioca

A ação conta com o a Universidade do Estado do Amapá (Ueap) e do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa)

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, por meio da Estação Ecológica (ESEC) de Marará-Jipioca, realizou, no mês de dezembro, mais uma campanha de monitoramento de manguezal. A iniciativa conta com o apoio da Universidade do Estado do Amapá (Ueap) e do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa). O objetivo dessa ação é verificar a saúde dos manguezais, na ilha de Maracá, situada na costa do Amapá, para verificar se estão bem preservados ou se estão sofrendo algum impacto.

Esta atividade encontra-se na sua 6ª edição tem como alvos de monitoramento a vegetação do manguezal e o caranguejo-uçá. Na vegetação do manguezal são analisadas a biomassa e a estrutura da vegetação. Já no monitoramento do caranguejo-uçá são analisadas a densidade e a estrutura populacional, por meio de medição das tocas.

O chefe da Esec de Maracá-Jipioca, Iranildo Coutinho, relata sobre o monitoramento do caranguejo-uçá. “Nossa equipe faz uma contagem de tocas por área. A partir daí obtemos dois resultados com essa análise: a estimativa populacional do caranguejo e a média de tamanho, ou seja, se está havendo alguma alteração por algum fator externo. Na Estação Ecológica de Maracá-Jipioca é proibida a captura de caranguejo, pois se trata de uma unidade de conservação de proteção integral, e que serve mais como área de berçário dessa espécie, que acaba se dispersando para outros manguezais que não estão em áreas protegidas. O chefe da Esec de Maracá-Jipioca, Iranildo Coutinho, relata sobre o monitoramento do caranguejo-uçá. “Nossa equipe faz uma contagem de tocas por área. A partir daí obtemos dois resultados com essa análise: a estimativa populacional do caranguejo e a média de tamanho, ou seja, se está havendo alguma alteração por algum fator externo. É na Estação Ecológica de Maracá-Jipioca, proibida a captura de caranguejo pois essa unidade de conservação serve mais como área de berçário dessa espécie que acaba se dispersando para outros manguezais que não são áreas protegidas. A gente avalia com esse monitoramento se as estratégias de proteção estão surtindo efeito.”, explica Iranildo. A gente avalia com esse monitoramento se as estratégias de proteção estão surtindo efeito.”, explica Iranildo.

A professora da UEAP, Dra. Zenaide Miranda, relata sobre o monitoramento da componente vegetal. “Nós fazemos coletas de dados relacionados à altura e ao diâmetro das árvores A importância desse monitoramento é saber como as florestas de mangue estão respondendo as mudanças ao longo do tempo”, ressaltou Zenaide.

Com objetivo de verificar os fatores físico-químicos sobre as plantas nesse processo também são monitoradas a água do mangue, “Trabalhamos com o monitoramento da água intersticial, aquela água que está no solo, onde analisamos os parâmetros de salinidade (teor de sal no solo), potencial hidrogeniônico (pH) e a profundidade de onde está presente essa água para poder fazer a relação com a estrutura da comunidade de plantas dos manguezais,” explica o pesquisador do IEPA, Dr. Salustiano Vilar da Costa Neto.

Os dados obtidos durante o monitoramento serão processados de acordo com a orientação do protocolo do Subprograma Marinho Costeiro e servirão de subsídios à gestão da unidade de conservação, permitindo a elaboração de estratégias para conservação do ecossistema de mangue. A ação faz parte do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio.

Os manguezais são ecossistemas costeiros localizados na zona entre marés de áreas tropicais e subtropicais, provendo habitat para diversas espécies terrestres, estuarinas e marinhas. Proteção da costa (erosão costeira e tempestades), regulação climática, fonte de alimentos e ecoturismo são alguns dos serviços ecossistêmicos prestados pelos manguezais.

 

Texto e imagens: Alessandra Lameira