Economia

Amapá gera 1.579 vagas de emprego formais em seis meses

Em junho, a relação entre admissões e demissões no estado foi de 501 postos. País supera a marca de um milhão de vagas formais no primeiro semestre

O Amapá encerrou os primeiros seis meses de 2023 com um saldo de 1.579 empregos com carteira assinada. No período, foram registradas 19,6 mil admissões e 18,1 mil demissões. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 27/7, pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Em junho, houve 3.270 admissões e 2.769 demissões no estado, resultado positivo de 501 vagas formais. O número é o maior registrado em 2023 e mais de cinco vezes maior que o dado registrado em maio, que teve um saldo de 88 vagas. Levando em conta os últimos 12 meses, Amapá acumula 2.508 empregos criados com carteira assinada.

Os cinco setores de economia avaliados pelo Caged tiveram saldo positivo de vagas de emprego formal em junho de 2023 no Amapá. O destaque no estado foi o Comércio, com 1,3 mil admissões e 1,1 desligamentos registrados, num saldo de 185. Na sequência aparecem os setores de Serviços (120), Indústria (93), Agropecuária (63) e Construção (40).

BRASIL — Nos primeiros seis meses de 2023, o Brasil teve um saldo de mais de um milhão de empregos criados com carteira assinada. Entre janeiro e junho, houve 11,9 milhões de contratações e 10,8 milhões de demissões registradas, saldo de 1,02 milhão.

Com isso, o Brasil chega a um total de 43,4 milhões de pessoas no mercado formal, o maior valor já registrado na série histórica levando em conta tanto o período do Caged (junho de 2002 a 2019) quanto do Novo Caged (a partir de 2020).

Em junho, o saldo foi de 157 mil postos formais, com variação positiva em 24 dos 27 estados e nas cinco regiões do país. O país contabilizou 1,91 milhão de admissões e 1,75 milhão de demissões no período. Levando em conta os últimos 12 meses, o saldo positivo é de 1,6 milhão de vagas criadas.

O maior crescimento do emprego ocorreu no setor de Serviços, com um saldo de 76,4 mil postos formais — destaque para a área de “Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas”, com saldo de 40 mil postos. A Agropecuária foi o segundo maior gerador de postos no mês, com 27,1 mil empregos gerados, favorecido pelo cultivo de laranja, em especial no estado de São Paulo, e de soja.

A Construção Civil veio em seguida, gerando 20,9 mil postos, com destaque para obras de infraestrutura, acompanhada pelo setor do Comércio (saldo de 20,5 mil postos). A Indústria gerou 12,1 mil vagas com carteira assinada no mês.

REGIÕES — No recorte regional, o Sudeste lidera em número de vagas formais em junho: 76 mil. Os destaques ficam com São Paulo (36,4 mil empregos formais), Minas Gerais (25,5 mil) e Rio de Janeiro (13,4 mil). Os três são os estados com maior variação positiva do país em junho. No recorte dos seis primeiros meses do ano, o saldo no Sudeste é de 525 mil empregos, ou mais da metade das vagas formais criadas no país.

O Nordeste registrou 33,6 mil vagas de saldo em junho, números puxados por Bahia (8,3 mil), Ceará (6,5 mil) e Pernambuco (5,3 mil). No Centro-Oeste, o saldo positivo é de 21,5 mil vagas nos primeiros seis meses do ano, sendo que 10,6 mil tiveram registro em Mato Grosso. No Sul, foram 9,5 mil vagas de saldo e protagonismo do Paraná, com 7,8 mil vagas. Já na Região Norte, o acumulado foi de 14 mil novas vagas, quase metade delas no Pará (6,8 mil).

 

Com informações da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República